
Os primeiros meses de gravidez foram tranqüilos, nada de enjôos e tudo parecia acontecer normalmente. Apenas dois grandes problemas me assombravam:
- dar a notícia aos meus pais e uma fome devastadora!
Sempre tive problemas com a balança desde a adolescência e vivo me policiando, mas a fome durante aqueles nove meses de gestação, não tem explicação.
A primeira refeição do dia era um momento crítico, depois de umas oito horas sem comer (isso quando não assaltava a geladeira durante a madrugada), acordava varada de fome e comia em média uns quatro pães tipo francês. Obviamente que metade de todas as refeições feitas em casa era às escondidas para não levantar desconfianças. Com os vigias de plantão em casa passei a comer mais na faculdade e no trabalho; foram inúmeras coxinhas cremosas com refrigerante e imensas barras de chocolate de sobremesa. Minhas refeições eram hiper calóricas!
Junto essa comilança desvairada veio o ganho repentino de peso e as primeiras suspeitas, por parte da minha mãe, claro!
A noite era outro momento complicado. Vivi ao pé da letra o significado de ter a consciência pesada, bastava colocar a cabeça sob o travesseiro e ouvir o silêncio da madrugada para que meus pensamentos se acelerassem. Nessa hora, todos os problemas e dúvidas ficavam se repetindo insistentemente:
- Como iria terminar a faculdade com um bebê para cuidar?
- Seria impossível realizar meu intercâmbio! Todos os meus planos e sonhos estavam destruídos!
- Como faria se meu contrato de trabalho não fosse renovado por causa da gravidez?
- O que faria sem dinheiro?
E as piores de todas:
- Como contar aos meus pais e como seria a reação deles?
Pensava enlouquecidamente na melhor maneira dizer a verdade à eles, mas nenhuma delas era perfeita como eu gostaria que fosse...
Os dias e principalmente, as noites se tornavam mais longas e foram muitas noites em claro tentando descobrir a melhor forma de não fugir da verdade.
- dar a notícia aos meus pais e uma fome devastadora!
Sempre tive problemas com a balança desde a adolescência e vivo me policiando, mas a fome durante aqueles nove meses de gestação, não tem explicação.
A primeira refeição do dia era um momento crítico, depois de umas oito horas sem comer (isso quando não assaltava a geladeira durante a madrugada), acordava varada de fome e comia em média uns quatro pães tipo francês. Obviamente que metade de todas as refeições feitas em casa era às escondidas para não levantar desconfianças. Com os vigias de plantão em casa passei a comer mais na faculdade e no trabalho; foram inúmeras coxinhas cremosas com refrigerante e imensas barras de chocolate de sobremesa. Minhas refeições eram hiper calóricas!
Junto essa comilança desvairada veio o ganho repentino de peso e as primeiras suspeitas, por parte da minha mãe, claro!
A noite era outro momento complicado. Vivi ao pé da letra o significado de ter a consciência pesada, bastava colocar a cabeça sob o travesseiro e ouvir o silêncio da madrugada para que meus pensamentos se acelerassem. Nessa hora, todos os problemas e dúvidas ficavam se repetindo insistentemente:
- Como iria terminar a faculdade com um bebê para cuidar?
- Seria impossível realizar meu intercâmbio! Todos os meus planos e sonhos estavam destruídos!
- Como faria se meu contrato de trabalho não fosse renovado por causa da gravidez?
- O que faria sem dinheiro?
E as piores de todas:
- Como contar aos meus pais e como seria a reação deles?
Pensava enlouquecidamente na melhor maneira dizer a verdade à eles, mas nenhuma delas era perfeita como eu gostaria que fosse...
Os dias e principalmente, as noites se tornavam mais longas e foram muitas noites em claro tentando descobrir a melhor forma de não fugir da verdade.

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