Boas Vindas!

Ser mãe solteira não é o fim do mundo, mas sim o começo de uma nova vida com alguém que só depende de você para viver e ser feliz... Não importa o que os outros pensam ou falam o importante é que você seja feliz e faça sua criança feliz!









sexta-feira, 23 de abril de 2010

Depois da Tempestade

Passado o susto da descoberta minha mãe e eu tivemos uma longa conversa e a primeira atitude dela foi marcar uma consulta com o ginecologista para que eu começasse meu pré-natal. Logo na primeira consulta mamãe quase desmaiou, pois o bebê estava totalmente formado e conseguimos ouvir seu coraçãozinho batendo perfeitamente.

Confesso que até médico ficou meio assustado com uma gravidez tão evoluída e pediu uma ultrassonografia com urgência. Era época de carnaval e foi difícil encontrar um laboratório para fazer o exame. Definido o dia consegui finalmente ver meu pequeno baby e inclusive saber o sexo: menina!


Nunca tinha me imaginado fazendo uma ultrassonografia. Com certeza, foi o momento mais emocionante de toda minha gravidez! Consegui ver perfeitamente minha menina, suas mãozinhas, braços, pernas os pezinhos; tudo tão pequeno e dentro de mim. È impossível conter as lágrimas nesse doce momento! Foi um momento mágico e tive a felicidade de ter compartilhado com a pessoa mais especial do mundo: minha MÃE.

Sem dúvidas, ela foi a pessoa mais importante durante aqueles nove meses. Ela se tornou minha inseparável e fiel escuderia. Foram inúmeros exames, várias vacinas, sofridas e demoradas consultas, sempre com ela ao meu lado.

Minha mãe foi tudo nesse momento tão complicado da minha vida. Ela foi a luz no fim do túnel! Foi minha companheira, amiga, conselheira, nutricionista, psicóloga; foi o pai da minha filha que estava ausente. Ela me fez enxergar os melhores caminhos a ser seguidos. Não consigo me imaginar vivendo tudo aquilo sem ela ao meu lado. Sofremos juntas, mas também nos divertimos muito com essa gravidez inesperada.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Descoberta I

Era uma tarde como outra qualquer estava no trabalho e de repente do nada senti uma sensação estranha e pensei comigo “minha mãe descobriu que estou grávida” não conseguia imaginar como aconteceu, mas ao mesmo tempo tinha toda certeza disso.

Não dizem que mãe tem sexto sentido? Pois é, o meu se despertou exatamente nesse dia. Depois disso, as horas demoravam a passar e um calafrio me assombrava...

Como não teria aula naquele dia sai do trabalho e fui direto para casa. Ao chegar não encontrei ninguém e me senti mais aliviada, aproveitei para assaltar a geladeira! Pouco tempo depois todos chegaram e praticamente ignoraram a minha presença.

Não demorou muito e meu pai me chamou, a voz e o olhar dele foram cruciais. Entrei no quarto e vi minha mãe sentada no chão, num canto aos prantos. Meu pai perguntou o que estava acontecendo e eu simplesmente não consegui responder. Desabei no choro e mesmo aflita tentei ser forte. Tirei minha mãe do chão afim de que ela se acalmasse. Meu pai ficou totalmente perplexo e se manteve estático, apenas observa aquela lamentável cena.

Sem, dúvidas este foi o dia mais DIFICIL da minha vida. A dor de ter causado tamanha decepção em meus pais não tem explicação. Toda a confiança, todo o investimento financeiro e moral que eles fizeram na minha educação, e principalmente, todos os sonhos que eles tinham para mim foram destruídos.

Ficamos ali sentadas e abraçadas chorando... Nosso pranto durou mais de uma hora. Graças a Um Ser Superior (nesse momento) eu já estava consciente e conformada e assim, pude confortar minha mãe. Não conseguimos conversar naquele dia!...
Durante o resto da noite até o amanhecer os soluços e suspiros saiam de todos os quartos da casa. E eu, mais uma vez chorei sozinha na solidão do meu quarto.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

PREPARAÇÃO

Acho que só me tornei mãe de verdade no dia em que minha mãe descobriu que eu estava grávida.

Os quatro primeiros meses que consegui esconder esse fato, foi apenas um preparo para que eu me acostumasse com a ideia de ter um filho ou filha.

A essa altura do campeonato já tinha chorado rios de lágrimas e pensado nas mais loucas hipóteses. O bebê já estava totalmente formado e eu sentia ele se mexer dentro de mim... Era uma sensação diferente, estranha e ao mesmo tempo prazerosa. Eu já amava aquele serzinho como nunca havia amado ninguém.


Foi difícil aceitar a ideia de ser mãe, mas já estava amando! S2