Foram apenas alguns meses de relacionamento, mas parecia que já durava um ano diante de tantas declarações de amor feitas por ele. E lá estava eu, acabara de sair violentamente daquele hotel. Fiquei ali olhando para os carros que passavam apressados em uma das avenidas mais movimentadas da cidade, sem conseguir chorar, pensando em tanta coisa que não conseguia me concentrar em nada. Lembrava e relembrava fatos, frases, cenas, sempre tentando desesperadamente me apegar ao que agora não existia mais.Senti meu estômago se retorcer e enfim chorei. Entrei no carro, mas não conseguia voltar para casa. Infelizmente, ele não recebeu a noticia como eu esperava que fosse e pior ainda me ofereceu dinheiro para fazer um aborto.Sim, eu estava grávida...
Temendo gritar, fechei bem os olhos para conter a dor dentro do meu próprio peito. Foi o fim! Senti que ele não se preocupava com nada e nem se importava com meus sentimentos, tudo não tinha passado de uma mera ilusão e ele não passava de um mentiroso.
Meu mundo tinha acabado, todos os sonhos despedaçados, tinha sido um acidente, mas já não importava mais. Liguei o carro, peguei o rumo e fui pra casa. Minha casa não tinha mais o jeito acolhedor de antes... Teria que enfrentar meus pais e dizer a verdade nua e crua.
Entrei para o quarto rapidamente e fechei a porta, senti um arrepio quando ouvi a voz da minha mãe perguntando se estava tudo bem. Fingi que sim e mantive a pose de desencanada, mas ela sabia que tinha alguma coisa errada comigo.Ainda não era a hora, guardei todos os sentimentos novamente dentro de mim, coloquei uma música que gostava e deitei. Era ridículo tudo que havia acontecido naquela noite. Os pensamentos e sentimentos ainda estavam como um turbilhão dentro de mim... Precisava amadurecer a idéia de ser mãe antes de poder abrir o jogo e pedir colo.

histórias parecidas, sentimentos reciprocos, pq as vidas das mães solteiras dão tão parecidas?
ResponderExcluirMas...
APESAR das dificuldades, fomos escolhidas para ser super mães e nossos filhos poupados de terem q conviver com "homens pequenos"
Te seguirei!
Beijoca